ORGANIZAÇÃO
A Associação dos Amigos da Natureza tem a sua sede na cidade do Mindelo e dispõe de estatutos aprovados pelo Ministério do Desenvolvimento Rural em 17 de Abril de 1979, publicado no B.O. n.º 20 de Maio, através da portaria n.º 38/ 79 de 21 de Maio. As suas actividades são orientadas pelos órgãos definidos nos estatutos:
- A Assembleia-geral que congrega a generalidade dos sócios e define a orientação e política geral da Associação
- A Direcção que programa, desenvolve as actividades e assegura a gestão diária
- O Conselho fiscal que controla a gestão e fiscaliza a contabilidade Uma Comissão de Arborização que funciona junto da Direcção e que está incumbida dos aspectos práticos relativos à plantação de árvores. A gestão da Associação e as suas actividades de uma forma geral, é exercida, em regime de voluntariado.
ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS Florestação de mais de 2.000 hectares nas zonas áridas e semi-áridas de S. Vicente.
A produção e venda da lenha começaram a ser desenvolvidas de forma sistemática em 1983. Portanto, 6 anos após a implementação do perímetro florestal, S. Vicente viria ganhar a sua autonomia em termos de lenha para o seu consumo. Com a modernização das padarias que passaram a utilizar forno eléctrico, à gás ou a gasóleo, a AAN teve que adaptar a sua produção, transformando grande parte da lenha em carvão através de fornos metálicos com boa eficiência de combustão, conferindo mais uma vez autonomia local em termos deste produto.
A pecuária, complemento natural e lógico do revestimento vegetal, ensaiou os seus primeiros passos em Agosto de 1984. Desde então a AAN tem produzindo um grande número de crias melhoradas de caprinos que servem para divulgação de raças no seio de pequenos criadores, para além de uma quantidade diária razoável de leite que é transformado em queijo. Por outro lado a A.A.N. tem vindo igualmente, a realizar experiências interessantes a nível da suinicultura semi-industrial. Paralelamente, a A.A.N. tem vindo a realizar experiências em horticultura, baseada em tecnologias modernas propiciadora da poupança de água, capacitação dos agricultores no manuseamento dessas tecnologias, aumento das áreas cultivadas, aumento da produtividade, etc.
A Hidroponia, já é uma realidade junto da AAN, estando a ser montado uma estufa para produção de hortaliças. Na ilha do Fogo, entre 1987 e 1988, a AAN teve uma actuação na ilha do Fogo que consistiu na dinamização da actividade agro-pecuária, com o intuito de se aumentar a produção e diversificar as culturas. Nesse âmbito desenvolveu uma intensa actividade de reflorestação das zonas altas do Fogo na base de plantas frutícolas.
Colaborou com a Associação Entre-Ajuda entre 1982 e 2002 na construção de 130 habitações sociais, sendo 110 em S. Vicente e 10 no Sal. Construiu em 1994 com o apoio da Embaixada Britânica e da Shell, a Escola do Ensino Básico de Lazareto em S. Vicente.
Com o financiamento da Embaixada Britânica, em 2000 ampliou e modernizou a Unidade Sanitária de Base de S. Pedro. Tem em curso em S. Vicente, um Centro de Formação Profissional em parceria com a ONDS. Está a participar com a Delegação do Ministério do Ambiente na implementação do Projecto de Sensibilização sobre o Parque Natural de Monte Verde. Com financiamento do PNUD, realizou em 2003 um atelier intitulado “A Escola e o Ambiente” com a participação de 50 professores do EBI de S. Vicente e S. Antão. Realização de uma campanha de limpeza das praias do Mindelo (Lajinha, Praia de Bote, Cova de Ingleza e Galé) intitulado “Limpar o Mundo, Limpar Cabo Verde”.
Realização em 2007, em parceria com outras organizações e instituições de uma campanha de limpeza das praias de Salamansa, Norte de Baía e Praia Grande, intitulado “O Corpo das Praias”.
Implementação em 2008 de 5 Hortos Escolares e confecção de um Manuel de Hortos Escolares. Projecto de Ligações Domiciliárias de Água e Saneamento às Famílias Vulneráveis de Sã Vicente e Santo Antão – financiado pelo MCA – Millenium Chalenge Account em 2010, o projecto permitiu a cerca de 1.500 famílias vulneráveis das ilhas de S. Vicente e Santo Antão, terem acesso à água canalizada e ao saneamento.